Turismo e Lazer


Ecoturismo


Foto: ENTREVISTA com ROBERTO - ACALAR

ENTREVISTA com ROBERTO - ACALAR

          ACALAR é a Associação de Cavaleiros e Amazonas de Angra dos Reis. Foi fundada por, em sua maioria, funcionários do Estaleiro. Isso aconteceu em 2007, mas em 1998 já existia a Ordem Acalar, que era uma empresa, mas foi fechada. Mais tarde, os antigos membros se reencontraram e resolveram reativar a entidade de forma diferente, mais aberta, e então nasceu a Associação. Hoje, existem na ACALAR aproximadamente 415 associados, mas nem todos são cavaleiros, e em Angra existem mais ou menos 1200 cavaleiros. A ACALAR  interessa-se pelo desenvolvimento do Ecoturismo através das cavalgadas. O grupo ACALAR tem catalogado trilhas em Angra, entre elas: Banqueta-Caputera, Banqueta-Sinfrônio, Banqueta-Lídice, Zungu-Rio do Buraco, Vilela-Estação Jurassal, Perequê-Sertão da Onça. Acrescentou que estas trilhas já existem, que era o antigo Caminho do Ouro, mas o mato cobriu-as e os fazendeiros cercaram algumas partes. “A nossa preocupação é a Prefeitura não delimitar e as pessoas tomarem posse e fecharem o caminho.  

            Ao ser indagado sobre as atividades desenvolvidas pela ACALAR, Roberto respondeu que têm feito encontros de cavaleiros, basicamente. Em Dezembro vai acontecer o 26º encontro de cavaleiros dentro das trilhas de Angra dos Reis. Inclusive, eles já fizeram um encontro na Ilha Grande: “levamos 3 cavalos para a Ilha Grande e fizemos cavalgada de Matariz a Sítio Forte. Outro trecho que a ACALAR também faz é da Enseada ao Morro do Bulé, que é uma trilha chamada cristã, onde há placas com salmos bíblicos. No Morro do Bulé acontece um culto evangélico, da Igreja Quadriangular e não pode haver bebida alcoólica e nem fumar. Outro passeio é a procissão de São Jorge, no centro de Angra. Este ano houve 207 cavalos e 8 charretes. Já o encontro de Dezembro vai acontecer no Zungu, no bar do Jair Macuco. Jair Macuco era tropeiro que puxava carvão e é um dos mais antigos associados da ACALAR.

            Roberto diz que além de encontros com cavalgadas, a ACALAR também promove outros tipos de eventos, como a festa do Halloween no KM 6, atrás do depósito da Itaipava, no Areal. Lá também acontece a missa da ACALAR.

             Em relação a apoio, Roberto diz que a Cultuar e a Secretaria de Esportes e lazer os apóia de alguma forma, mas o apoio maior, na opinião dele, é a limpeza das trilhas. A ACALAR participa de encontros em outros locais, como Passa Três, Lavras e outros e este ano já cancelaram 2 cavalgadas, porque as trilhas estavam sujas e não houve tempo hábil para limpá-las.

             Roberto fala que não tem dúvida de que a Ilha Grande é um lugar belíssimo, mas a nossa Mata Atlântica é muito linda! “Vocês não têm noção do que se pode ver na nossa Mata Atlântica. Podem-se ver lugares que ainda não foram explorados. A Ilha Grande tem a Lagoa Azul e a Mata Atlântica tem a Borboleta Azul, que é uma cachoeira onde borboletas azuis ficam sobre as pedras, na Banqueta.

            A ACALAR busca mudar a mentalidade que se tinha a respeito dos cavaleiros, que antigamente eram mal vistos. Hoje, a família participa junto. “Antes ninguém queria nos receber para os encontros. Hoje, todo mundo quer e não dá para atender a todos. Só na Banqueta nós temos o Ronaldo, o Sr. Manoel Alcântara, o Ferraz e o Ivo, do Pesque e Pague.”

            Para Roberto, que está a frente da ACALAR, somar parcerias é fundamental para que um negócio progrida. A ACALAR tem parceria com a Creuza, dona do bar onde vai acontecer a Festa do Halloween no Areal e onde existe um espaço cultural, com artesanato e arte em geral.

            O evento mais próximo é dia 12/10, dia de Nossa Senhora da Aparecida, onde fizeram uma parceria com Joel e a Regina do Sítio Nossa Senhora de Aparecida. O passeio vai sair da Igreja de Santa Rita, no Bracuí e vai para o Sítio do Joel, no mesmo lugar. Lá vai acontecer uma missa junto com o pessoal do Quilombola.

VISITA ORIENTADA AO HORTO MUNICIPAL

O Projeto “Visita Orientada”

As caminhadas ecológicas são atividades que despertam curiosidade e prazer para grupos de idades e interesses diversos, podendo constituir um caminho para um ensino de noções de meio ambiente, ecologia, botânica e zoologia, além de permitir a informação e sensibilização através da educação ambiental, e que esta deve ter uma abordagem participativa num processo continuo de aprendizagem.

O projeto de visita orientada ao Horto Municipal de Angra dos Reis visa despertar mudanças de atitudes nos participantes, levantando novas maneiras de pensar a vida, resgatando valores humanos como solidariedade, ética, respeito pela vida, responsabilidade, amizade, cidadania e altruísmo, favorecendo uma participação responsável na tomada de decisões para a melhoria de qualidade do meio natural, social e cultural.

As atividades desenvolvidas atendem alunos da redes pública e particular de ensino, onde são desenvolvidas diversas atividades de educação ambiental, como palestras, sessões de vídeos, teatro, visitas em suas dependências, dentre outras.

Público Alvo

Professores e alunos de turmas do ensino fundamental e médio de escolas e colégios de Angra dos Reis.

Objetivo Especifico

- Desenvolver um fluxo constante de visitas, crianças e professores, buscando atingir o maior número de pessoas possíveis, valorizando o espaço do Horto Municipal de Angra dos Reis e tornando-o uma referência em educação ambiental na cidade;

- Contribuir para que o participante adquira conhecimento e compreensão das noções básicas em relação ao ambiente natural e sociocultural, de modo a estabelecer interações construtivas e saudáveis para sustentabilidade do ambiente e da qualidade de vida;

- Divulgar as atividades desenvolvidas pela Subsecretaria de Parques, Jardins e Intervenções Urbanas para que os visitantes conheçam a origem das plantas que ornamentam os espaços públicos da cidade, a produção de mudas para arborização e a confecção de mobiliário público para as praças e quadras, tais como, escorregadores, balanço, traves de futebol, tabelas de basquete e etc.


Objetivo Geral

A questão ambiental está em alta por uma razão simples: necessidade de sobrevivência. Quanto mais cedo o tema for abordado com as crianças, maiores as chances de despertar a consciência pela preservação. Por isso, a educação para uma vida sustentável deve começar já na pré-escola para que se percebam como integrante do meio ambiente, ao mesmo tempo dependentes e agentes de transformações.

O que o Horto Municipal pretende com o projeto de visita orientada

Trabalhar conceitos de meio ambiente de forma que o participante perceba ser parte integrante dele. É necessário que o visitante perceba que tudo o que o cerca, a terra em que pisa, a água que bebe, o ar que respira e todos os seres com os quais convive são inter-relacionados. O visitante deve ter conhecimento de que faz parte deste sistema e que suas ações podem influenciá-lo.

As crianças e os jovem devem ser consideradas, não apenas como agentes do futuro, mas como capazes hoje de tomar e influenciar decisões para o bem comum da sociedade e da natureza. A educação ambiental deve servir para provocar mudanças de atitudes e de realidades.

Proposta do roteiro:

A princípio, as visitas seguem um roteiro padrão, que poderá ser adaptado de acordo com limites, idades e necessidades especiais de cada turma recebida, ocorrendo sempre às quintas-feiras, em dois horários: das 9 às 11h, ou das 14 às 15:45h, ficando a critério da Unidade Escolar, com um limite de 30 (trinta) alunos por visita. A programação das visitas obedecerá a seguinte proposta:

  1. Apresentação do Horto Municipal

Nesta etapa inicial, o visitante é apresentado ao Horto Municipal, enfocando-se a importância de seus trabalhos para a conservação das espécies arbóreas e a melhoria da qualidade de vida da população do entorno;

  1. Visita ao campo

O alunos participarão de uma caminhada percorrendo o Horto e suas dependências, bem como, o local onde ficam armazenadas as mudas, dando-se enfoque às espécies mais conhecidas e comentadas, como o pau brasil, quaresmeira, ipês, plantas ornamentais e etc.

  1. Apresentação de um vídeo ou teatro de bonecos:

Neste momento, os visitantes assistirão a um vídeo sobre um assunto previamente escolhido, cujos temas podem variar entre água, lixo, unidade de conservação, rios e elementos arbóreos.

Existe ainda, a apresentação de um teatro de bonecos que estimulam e aguçam a imaginação das crianças que os assistem. Na estória, dois amiguinhos, Juju e Lola, conversam sobre a conservação do meio em que vivem, interagindo com os visitantes infantis e ensinando-os a viver bem sem afetar o meio ambiente, além de orientá-los a conservar as praças, mobiliário público e conservação do paisagismo público.

  1. Discussão sobre a apresentação:

Após a apresentação haverá um pequeno debate sobre o que foi visto, procurando-se fazer a ligação entre as informações contidas e a realidade do grupo visitante.

Logística:

O transporte dos alunos será de responsabilidade da Unidade Escolar interessada.

Conclusão:

Com o projeto de visita orientada, o Horto Municipal desenvolverá um fluxo constante de alunos e professores em seu espaço, buscando torná-lo uma referência ambiental na cidade de Angra dos Reis, contribuindo para aquisição, pelos visitantes, de conhecimento e compreensão de noções básicas em relação ao ambiente natural e sociocultural em que estão inseridos, tais como: praças, parques e áreas verdes de lazer em comum.

Contato para agendamento:

24 3368-4260 (Ricardo e/ou Quéren) – soh.cl@angra.rj.gov.br

Rua Lavrador Alves Filho, s/nº – Areal - Angra dos Reis/RJ - Horto Municipal

Elaboração do projeto:

Ricardo Leal Lopes

Biólogo Coordenador de Arborização – Horto Municipal

Quéren J. Santos da Silva

Estagiária em Técnico de Meio Ambiente

Supervisão:

Rita de Cássia de P. Freitas Svorc

Bióloga Coordenadora do Setor de Corte/Poda de árvores e arborização

Elisabeth Magalhães de Brito Sírio

Subsecretária de Parques, Jardins e Intervenções Urbanas

 Fonte: www.angra.rj.gov.br