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Secretário pede a ministro que interceda pela indústria naval - 29/06/2018


João Carlos Rabello encontrou-se com o ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, na manhã de hoje (29)


O ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, esteve em Angra dos Reis na manhã desta sexta-feira (29). Ele visitou o Complexo Nuclear, acompanhado do presidente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, e de toda diretoria da estatal. Antes de ir embora, o ministro teve um encontro com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Rabello.

De acordo com Rabello, o tema da conversa com Moreira Franco girou em torno da indústria naval, que também é responsabilidade do Ministério das Minas e Energia.

- Pedi ao ministro a manutenção dos 40% de conteúdo local para a construção de plataformas, o que geraria cerca de 10 mil empregos diretos em Angra dos Reis. A outra solicitação foi para ele avançar com a promessa do antigo presidente da Petrobras, Pedro Parente, de retomar as obras das sondas que estavam paradas desde que a Sete Brasil faliu, de preferência antes do final do ano, porque senão vamos ficar sem emprego – explicou João Carlos, informando ainda que Moreira Franco pediu que ele fosse a Brasília na próxima semana para conversarem melhor sobre a situação da indústria naval.

Antes de conversar com Rabello, Moreira Franco assistiu a uma apresentação sobre o panorama da energia nuclear no Brasil e no mundo; o desempenho de Angra 1 e 2 e a atual situação de Angra 3. A passagem do ministro pela cidade incluiu ainda uma visita a Angra 2, onde ele conheceu a sala de controle e o prédio da turbina da unidade, além de uma ida até o canteiro de obras de Angra 3.

- Foi uma visita extremamente útil e importante.  Foi uma visita técnica onde ficou claro que se impõe uma retomada o mais rápido possível dessa obra, que é uma obra muito importante para o Brasil, para o Rio de Janeiro e para toda região, particularmente Angra dos Reis. É uma fonte de energia segura, limpa e nada justifica que uma obra deste tamanho fique tanto tempo paralisada como está aí. Vamos fazer com que as obras sejam retomadas – garantiu o ministro, sem querer revelar prazos.