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Sábado de "Sorte" - 23/04/2011


No ponto, diversas pessoas aguardavam de 20, 30 minutos ou mais.


Em pleno sábado, em meio ao Feriado, onde deveríamos ter uma cidade preparada para receber os turistas, o que foi visto em Angra foram diversos estabelecimentos comerciais com suas portas fechadas. Eletrodomésticos, móveis, material de construção até se justifica, porém farmácias, lojas de náutica e padarias são fundamentais para uma cidade que se autodenomina turística. Mas nada foi tão assustador do que tentar pegar um ônibus para chegar a casa. No ponto, diversas pessoas aguardavam já há algum tempo, 20, 30 minutos ou mais. Uma fila imensa se formou na porta de um ônibus rota Japuíba via Rio-Santos, no sol quente de meio-dia. Minutos se passaram e nada de abrirem o ônibus até que o despachante, após inúmeras interrogações respondeu que não havia trocador, mas que logo arranjariam alguém. Por fim, depois que algumas pessoas desistiram e embarcaram em outro ônibus, apareceu um trocador e a condução partiu para seu destino. Ratificando as reclamações dos usuários que todos os dias lotam os pontos de ônibus no centro da cidade, é vergonhoso uma cidade como Angra dos Reis ficar a mercê de uma única empresa de ônibus com horários que nunca são cumpridos, ou nem mesmo divulgados, como é o caso da linha da Ribeira, que nem os despachantes sabem dizer os horários com precisão. Quando são indagados, as respostas sempre são as mesmas: “deve ter um daqui a 10 minutos”. Mas por que “deve”? “Porque não há horário para essa linha, quando há disponibilidade coloca-se um ônibus”, grifo nosso.

 

Nesse sábado, por sorte, até que o despachante foi educado e atencioso, pois há alguns que nunca sabem nada, ou não querem responder; não têm a mínima educação e boa vontade e esquecem que eles estão ali para informar, tranqüilizar e manter a ordem e não para debochar e desdenhar das pessoas, como muitas vezes já foi relatado e eu mesma pude comprovar.