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ÀS PORTAS DAS ELEIÇÕES - 20/09/2010


Pensem antes de apertar a tecla “confirma” na máquina democrática, no dia 3 de outubro.


 

 

Estamos às vésperas da eleição em um país democrático, mas que algumas vezes foge da real democracia. Por se tratar de um povo de memória curta e de bom coração, nós brasileiros estamos sempre receptivos a tudo, o que nos tira um olhar mais critico da realidade. A fantasia, ou o descrédito em alguém mais capaz, ou mesmo o bom humor irresponsável faz com que acreditemos em “personagens caricaturados” que nem conhecem o significado verdadeiro do cargo almejado, e são eles os campeões de votos.           A violência está cada vez maior, espalhando o temor entre as pessoas. Isolamos-nos da sociedade temendo sofrer violência que está por todos os lados, no trânsito, nas ruas, com assaltos, devido a intransigências, a indiferença e aos preconceitos. A educação que deveria ser a base de uma sociedade está em declínio, onde professores não são respeitados e reconhecidos e ainda sofrem ameaças de morte. A saúde está se degenerando, com hospitais lotados, macas nos corredores, imprudências médicas, mortes inexplicadas. E a cultura? Contam-se nos dedos quantos candidatos falam na fomentação dela. É a última mencionada, considerada como supérfluo. Esquecem que é a cultura e a arte de um povo que caracterizam sua identidade e orgulho. Certamente, investir em cultura ajudaria a diminuir a violência, o consumo de drogas e tornaria os indivíduos mais saudáveis. É notório que a arte transforma vidas, tiram indivíduos das drogas, depressão, recupera e ameniza síndromes. Então, por que não valorizar a cultura? Porque o candidato sabe que se falar de cultura não ganha voto, ele sabe o que o povo quer ouvir e na verdade, a realidade cruel é que gostamos de ser enganados.

O cidadão não é respeitado e por outro lado também não se respeita, porque muitos fazem de seu direito de escolha, produto de escambo, além de não se importarem com o que os candidatos fazem ou deixam de fazer. Beiram ao absurdo os jingles criados, os golpes de bandeiras na cabeça, em alguma esquina, os “santinhos” entregues aqui e jogados no lixo ali, os sorrisos forçados, os apertos de mão sem sentido, o colo dado a uma criança de origem humilde desconhecida, o abraço no velhinho desdentado e iludido. É decepcionante ver que tudo isso ainda cativa pessoas desinformadas. As promessas transformaram-se em clichês, todos possuem os mesmos discursos: novas leis, melhorias na saúde, educação, projeto para a preservação do meio ambiente, combate a violência, estabilidade na economia, investimentos, etc. Na prática, tudo isso depende de inúmeros fatores e requer muita honestidade e perseverança para que realmente se consiga fazer alguma “mudança”.

Às vésperas das eleições, cumpre-nos analisar, avaliar e ponderar sobre os políticos que elegeremos para governar nosso país. Angra dos Reis tem seus candidatos a deputado estadual e federal, o que nos faz confiar mais uma vez que por terem suas raízes aqui irão pensar e agir verdadeiramente pelos interesses da cidade. Por isso, cidadãos angrenses, se informem, pensem quantas vezes quiserem antes de apertar a tecla “confirma” na máquina democrática, no dia 3 de outubro.

 

  Por: Carmen Amazonas e Denise Fonseca