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CHUVAS CASTIGAM MAIS - 06/04/2010


Caos na capital do Rio de Janeiro e várias cidades do Estado - Já são 98 mortos


    Morro da Mangueira - Rio de Janeiro

     O Corpo de bombeiros do Rio confirma morte de pelo menos 98 pessoas até o dia de hoje. O prefeito Eduardo Paes pediu que a população não se arrisque nas ruas e fique em casa. As aulas foram suspensas e a situação é de absoluto caos. As águas não perdoaram nenhum bairro: zona oeste, zona norte, zona sul...Todos alagados. O Rio está parado, nada funciona devido a falta de funcionários que não puderam chegar a seus trabalhos. Parte da Rodovia RJ-155 que liga Angra à Barra Mansa, na altura da Serra D'Água e o túnel antes de Lídice estão interditados desde ontem, devido a barreiras que cairam devido as fortes chuvas que castigam a região desde Domingo. O ônibus que partiu às 19:30 para Volta Redonda, ontem, voltou para A ngra depois de quase ser soterrado pela terra que desceu das encostas. Filas de carros se formaram sem poder seguir viagem sentido Barra Mansa/Volta Redonda. No dia 04/04 a forte chuva que caiu sobre a Serra D'Água fez o rio transbordar e inundar várias residências, causando estragos e deixando moradores desabrigados.
     Em Angra, depois da forte chuva de terça-feira passada e da queda da encosta em contenção da Rio-Santos, na altura da Sapinhatuba I sobre casas e carros na Av. Elias Rabha e prejudicar a passarela de pedestres, até o momento não ocorreu nada grave.
     O fato é que acabou o verão, estamos no outono e as chuvas continuam castigando e fazendo vítimas. E as pessoas continuam procurando os culpados. Cada dia fica mais difícil ir e vir de um lugar a outro devido a precariedade das estradas e a grande quantidade de carros. Angra, por exemplo, não está mais comportando veículos. Parece que há mais carros do que gente. Não há e stacionamentos. Os ônibus vivem lotados e levam hora para chegar a um local, que o normal deveria ser de somente 20 minutos. Todos os dias vemos filas de carros na Rio-Santos. São pessoas que vão e vêm do trabalho, para as compras, para as escolas ou simplesmente a passeio, que devem, antes de sairem de casa, tomar uma boa dose de paciência.
     Mas o problema não é só em Angra ou no Estado do Rio, ou no Brasil. O problema está no mundo todo. Trata-se de estruturas deficientes para uma população que vem crescendo e se mecanizando e se automatizando cada vez mais.