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Água: Nosso Bem Natural - 19/02/2010


A população está se multiplicando muito e aumentando o consumo de água


A água ocupa 2/3 da superfície da terra, mas só 2,5% dessa água é doce e desses 2,5% apenas 0,002% está disponível para uso, pois o restante ou está nas calotas polares ou escondidas no subsolo. Em seu livro “’Agua”, Marq de Villiers diz que a água pode ser poluída, maltratada e mal utilizada, mas não pode ser criada nem destruída.

O problema é que a população está se multiplicando muito e o consumo de água também, muito mais do que o crescimento populacional. Tudo começou com a má distribuição. Há pouca água boa onde mora muita gente e o resultado é a escassez. O Brasil é um bom exemplo disso, temos a maior potência hídrica do planeta, mas muita gente vive em situação de seca. Só para se ter uma idéia do uso da água, no Brasil, o consumo diário de água por pessoa chega a 130 litros, em média. Nos dias de calor o consumo é maior e em conseqüência, o desperdício e os problemas de abastecimento também. São muitos banhos, piscinas, limpeza de quintal e lavagem de carro...Enquanto uns desperdiçam, outros sofrem com a falta desse líquido tão precioso, principalmente no Nordeste.

De uma coisa podemos estar certos: de todas as crises sociais e naturais que nós humanos enfrentamos, a da água é a que mais afeta a nossa sobrevivência. Para os ambientalistas mais radicais, a água está com os dias contados, a não ser que haja um freio no consumo. Estima-se que em 2025 duas em cada três pessoas estarão sofrendo por falta de água. Atualmente, 31 países sofrem com a escassez, principalmente no Oriente Médio, no norte da África e no sul da Ásia. Entretanto, há também cientistas otimistas que dizem que o consumo vem diminuindo e que há soluções que o homem pode empreender para resolver o problema, como: transposições de rios, exportação de água, derretimentos de grandes icebergs, etc. Porém, algumas destas opções podem ocasionar outros transtornos para as pessoas, por exemplo: ao desviar a água de seu destino natural, pode-se romper o ciclo natural que a devolve e seria como tirar de um para dar a outro.

Enquanto soluções não são encontradas, a disputa pela água vem gerando conflitos entre alguns países, inclusive com o uso de força militar, como: Israel, Síria, África (Botsuana e Namíbia) e Índia (Bangladesh).

Além de todos os problemas que prejudicam o acesso à água, existe a falta de qualidade, gerada pelo despejo de esgoto sem tratamento, metais pesados, solventes, produtos tóxicos e outros dejetos, o que acarreta diversas doenças na população, geralmente nos pobres.

Apesar da sua fragilidade e escassez, a água é ainda muito desperdiçada. De toda a água utilizada, 10% vai para o consumo humano, 20% vai para a indústria e 70% para a agricultura. Porém, estas porcentagens contam os desperdícios e o uso irracional, que poderiam ser minimizados pelo bom senso de todos.

Como é comum, diante da ameaça de escassez, surgem os exploradores capitalistas que fazem da água, dádiva da natureza e que deveria ser de todos por direito, mais um produto de comércio, e que daqui a algum tempo vai estar valendo mais do que o petróleo. O Brasil, por ser o país com a maior disponibilidade de água do mundo, atrai a atenção dos estrangeiros, embora ainda desperdice muito e não a utilize e distribua com eficiência. Não se espantem se no futuro próximo, algum país excêntrico arranje um jeito de roubar nossa água.

Na verdade, o que falta é EDUCAÇÃO, para que cada um de nós possa entrar em ação em prol da conservação do nosso bem precioso, anteriormente a qualquer atitude do governo e das empresas, que ainda engatinham nesta questão tão importante.

 

Por: Denise Constantino

 

Fonte: http://super.abril.br (Vai faltar água – Adriano Quadrado e Rodrigo Vergara)