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SOS JAPUÍBA - 27/01/2010


MORADORES DA RUA MURICANA E MASSELÂNDIA NA JAPUÍBA PEDEM SOS DEVIDO ÀS CONSTANTES INUNDAÇÕES.


 

      No último Domingo, dia 24/01, os moradores das ruas Muricana e Masselândia penduraram uma faixa na entrada da rua, pedindo SOS às autoridades angrenses, para resolverem as constantes inundações que vêm acontecendo nesses locais. O site Japuíba.com esteve presente para ouvir as reivindicações dos moradores que sofrem nos dias de chuva com as enchentes. Tatiana Cardoso, moradora há 4 anos na Rua Muricana diz que o problema se agravou desde 2002 e que qualquer chuva que cai deixa a rua alagada e as casas são invadidas pelas águas. Foi então que os moradores, não agüentando mais tanto descaso, resolveram pagar para fazer a faixa de SOS. Os moradores estão sendo representados pelo sr. Vilmar, conhecido como Gaúcho, que não se encontrava no momento da entrevista. Convocaram a TV Câmara, porém ela não compareceu por si própria, só apareceu quando o vereador Leandro Silva visitou a rua para ouvir os apelos dos moradores, o que ocorreu no dia 25/01.

      “Vários moradores daqui perderam tudo, desde móveis, comida a materiais de limpeza. As casas são baixas em relação ao nível da rua e por isso, mesmo com chuvas fracas, as casas mais baixas ficam inundadas. O vereador Leandro Silva e o secretário de obras disseram que as obras vão começar daqui a 15 dias e que a solução é trocar as manilhas e limpar a área que fica no Sucatão”. Reclama Tatiana.

      Ela ainda complementa, dizendo que há várias casas para alugar na rua, mas quando sabem que entra água, desistem. Tatiana conta que já é a 3ª vez que reclamam. A 1ª vez fizeram um abaixo-assinado com 200 assinaturas, mas não resolveram nada. A secretaria de obras esteve no local, limparam os bueiros, deram umas cestas básicas, materiais de limpeza e ficou do mesmo jeito. A 2ª vez juntaram 5 moradores e foram à Prefeitura e mais uma vez nada resolveram. Agora, já na 3ª reclamação resolveram fazer a faixa e convocar a TV Câmara e autoridades. Dizem que só vão retirar a faixa quando terminarem as obras.

       Estiveram nas ruas o vereador Leandro Silva, seu assessor, o secretário e o vice de obras e a TV Câmara. Tatiana diz ainda que prometeram dar cimento e areia para os moradores levantarem as partes internas das casas, que serão vistoriadas com a intermediação de Jorge Pimenta, morador.

       Outro morador, desta vez da rua Masselândia, Marcelo Silva de Almeida, também tem reclamações. Ele diz que mora na rua há mais de 30 anos e que o problema ali piorou a partir do ano 2000. Ele associa as inundações à construção do hospital da Japuíba, alegando que a vazão da água já não é mais a mesma e que mexeram nas manilhas. Diz também que o problema está no “Sucatão”, que está em cima das manilhas. Conta também que sua maior dificuldade está no banheiro, que a água vem pelo ralo e que sua casa já ficou com 30 cm de água. Outra reclamação de Marcelo é a falta de água para o uso diário. Diz que o SAAE controla o abastecimento, um dia abre para uns, outro dia é a vez de outros, e mais uma vez culpa a construção do hospital da Japuíba.

      Um dos problemas dos alagamentos é que as águas que invadem as casas vêm do esgoto, fazendo com que os moradores fiquem vulneráveis às doenças. O próprio Marcelo encontra-se adoentado, com dor no corpo, febre, diarreia e cansaço. “As autoridades só vêm quando já aconteceu e aí não veem a dimensão da coisa, porque quando eles chegam já tá tudo limpo”. Reclama Marcelo.

      Ele ainda conta que a igreja Internacional da Graça estava com problema de poças d’água na frente e a prefeitura logo resolveu. “Então é o dinheiro que manda? Por que a igreja logo teve seu problema resolvido e nós temos de esperar 15 dias? Sei que tem muitos casos mais graves por aí, pessoas que perderam tudo, mas por que não põem gente pra trabalhar?! Tem tanta gente aí precisando de trabalho...”

      O Japuiba.com, como propagador do bairro Japuíba, espera que realmente as autoridades e moradores entrem em acordo, solucionando os problemas que vêm ocorrendo com inundações nos dias de chuva.